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Nada como um pouco de prática para justificar a teoria


Meu coração já se cansou de falsidade

 

Sim, sou solteira! E não tenho vergonha de assumir. Até meus 16 anos, o Dia dos Namorados era uma data sofrível. “Afinal, o que tenho de errado?”, pensava. A partir dos 17 anos, com a mudança extremista na minha forma de ver o mundo, o dia 12/06 passou a ser somente mais uma data comercial, na qual o Capitalismo tentava impor o fetichismo e a alienação na população. Não havia sentimentos, só ganância de receber presentes.

 

Dois anos mais tarde, lá estava eu tendo meu primeiro namoro sério. O dia dos namorados, então, passou a fazer um sentido, ainda fraco. Comemorei mais o aniversário de relacionamento do que a data em si. Dei presentes, mas nada muito surreal: o namorado já sabia o que iria receber, tirando o cartão-surpresa. Depois disso, já passei três dias 12/06 solteira (na verdade, um foi mais ou menos), mas nunca sofrendo por estar sem namorado... Porém, nenhum Dia dos Namorados foi tão especial como hoje. Nunca passei momentos tão intensos, de carinho verdadeiro, de abraços, sorrisos e canções como hoje. Muitos amores reais me circundavam e me davam força. Tudo isso ao som de Los Hermanos. Dita, Cris, Thi, Tato e Queres, muito obrigada por fazer desta data tão singular, especial e inesquecível.

 

 

Santa Chuva (Marcelo Camelo)

 

Vai chover de novo,

deu na tv que o povo já se cansou de tanto o céu desabar,

E pede a um santo daqui que reza a ajuda de Deus,

mas nada pode fazer se a chuva quer é trazer você pra mim,

 

Vem cá que tá me dando uma vontade de chorar,

Não faz assim, não vá pra lá, meu coração vai se entregar à tempestade

 

Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu?

Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez?

 

Cadê aquela outra mulher?

Você me parecia tão bem,

A chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar,

 

Quem foi que te ensinou a rezar?

Que santo vai brigar por você?

Que povo aprova o que você fez?

Devolve aquela minha tv que eu vou de vez,

 

Não há porque chorar por um amor que já morreu,

Deixa pra lá, eu vou, adeus.

Meu coração já se cansou de falsidade



Escrito por Luluca às 23h51
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Crescendo

Deixei de escrever. Volto hoje. Não faltou tempo, faltou assunto. Isso por que a vida anda tão rotineira, tão cansativa. Falta tesão. O trabalho é automático, já que não há chances de reconhecimento. É mesmo para pegar mais um pouco de aprendizado e me manter mais ou menos independente financeiramente.

 

Com a greve, meu entusiasmo por um eminente mestrado acabou. As 40 laudas de monografia feitas em 15 dias passaram a ser nenhuma em três semanas. Não há vontade, não paciência e não há criatividade.

 

Minha mente se fecha em trocentas neuroses diferentes. A cada dia, um novo medo. E sono também some. Chega a vez dos remédios. E das palavras cruzadas. E das séries antigas dubladas. Com o tempo, o sono vem... Acordo ainda cansada, mas continuo meu caminho. E no fundo, sinto raiva de mim mesma, porque minha vida é o espelho do que faço por ela. Se ela pode ser mais? Certamente. Mas tenho que agredecer por ela não ser menos.

 

Cada dia é um dia, dizem por aí. Talvez os novos (curtos e ruivos cabelos). Mudança. Inspiração.

 

Só não me posso deixar abater por uma coisa insignificante que vem me atormentando. Sempre. Em algum momento, eu tenho que crescer.

 



Escrito por Luluca às 23h54
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Crônica da cidade do Rio de Janeiro

 

No alto da noite do Rio de Janeiro, luminosos, generoso, o Cristo Redentor estende os braços. Debaixo desses braços, os netos de escravos encontram um amparo.

 

Uma mulher descalça olha o Cristo lá debaixo, e apontando seu fulgor, diz, muito tristemente:

- Daqui a pouco, já não estará mais aí. Ouvir dizer que vão tirar ele daí.

 

- Não se preocupe – tranqüiliza uma vizinha. – Não se preocupe: Ele volta.

 

A polícia mata muitos, e mais ainda mata a economia. Na cidade violentam soam tiros e também tambores: os atabaques, ansiosos de consolo e de vingança, chamam os deuses africanos. Cristo sozinho não basta.

 

(Eduardo Galeano)

 

*=* Pernambuco falando para o mundo - Lenine *=*



Escrito por Luluca às 01h31
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É no samba de roda eu vou. No babado da saia eu vejo a morena girando a renda, é prenda para o seu orixá.

 

Semana cheia de surpresas. Mentalizou? Apareceu! Hoje teve showzinho maravilhoso, por R$ 2, da Roberta Sá. Sabe quando você sente uma invejazinha boa de algo? Eu senti dela. Acho que seria bem feliz cantando o que ela canta. Mas como não canto como ela canta... Só me resta cair no samba. E tudo culpa do companheiro de perrengues de trabalho, o famoso Thi. Lá vai uma letrinha de uma música que ela canta (a primeira faixa de Braseiro) que é muito a minha cara.

 

Eu sambo mesmo

(Janet Almeida)

 

Há quem sambe muito bem

Há quem sambe por gostar

Há quem sabe por ver os outros sambar

Mas eu não sambo para copiar ninguém

Eu sambo mesmo com vontade de sambar

Porque no samba eu sinto o corpo remexer

E só no samba que eu sinto prazer

Ah! Quem não gosta do samba

Não dá valor

Não sabe compreender

Um samba quente

Harmonioso e buliçoso

Mexe com a gente

Dá vontade de viver

A minoria diz que não gosta

Mas gosta

E sofre muito quando vê alguém sambar

Faz força se domina

Finge não estar

Tomadinha pelo samba louca pra sambar

Tomadinha pelo samba louca pra sambar

Eu sambo mesmo

Eu sambo assim

Eu sambo que sambo

Eu sambo mesmo assim

 

*=* Girando na renda - Roberta Sá e Pedro Luis (“Reza quem é de rezar. Brinca aquele que é de brincadeira. Quem é de paz pode se aproximar hoje é festa para uma noite inteira”) *=*

 



Escrito por Luluca às 00h40
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Crianças não nascem más. Crianças não nascem racistas, mas apreendem o que a gente ensina.

 

Cheguei a uma conclusão: estou, realmente, ficando velha. É uma situação triste, eu sei. Mas não há como negar que a falta de paciência com certas coisas e a grande utilização da expressão “no meu tempo”, por exemplo, estampam como já não sou mais uma “molequinha”.

 

Neste fim de semana, fui assistir a um evento já conhecido: Tribo de Marley. As bandas? Ponto de equilíbrio, Natiruts e Dreadlion. Ou seja, bandas-ícones de uma fase de aproximadamente 5 anos atrás. O local? Fundição Progresso: o meu lugar favorito no período já citado. Não que eu não goste mais de reggae, não é isso....

 

Mas o clima já não era mais o mesmo. “No meu tempo”, um show deste na Fundição não lotava ao extremo. Não atraía menores de idade... Avistava-se um monte de saias indianas, muitos dreads, cabelos compridos e uma galera tranqüila. Nos dias atuais, é quase impossível se mexer lá dentro, são poucos os dreads e muitos os indivíduos engraçadinhos que nem te deixam andar sozinha (algo que eu amo fazer, principalmente nos lugares da Lapa).

 

Mas não foi só isso que me fez pensar. Lembrei como eram as minhas idéias e minhas preocupações quando ia assistir a estes shows. Eu havia acabado de passar no vestibular, então, estava numa grande empolgação com o mundo novo em que eu viveria. Acabara de conhecer também pessoas mais velhas, presentes nos movimentos estudantis e políticos. Entrei em contato com o marxismo. Era chamada de Jagatá (alguém lembra a novela da Sandy?)...

 

Hoje em dia, vejo que era tudo meio forçado, uma forma de me encaixar em um padrão totalmente diferente do que eu era. Sim, ainda concordo com algumas coisas de senhor Marx, mas desisti das revoltas. Meu visual está mais urbano (nem tanto assim). E eu fujo de movimento estudantil (que tem seu valor, mas não consigo participar).

 

Sobre os shows: só vi mesmo o do Natiruts. Eles continuam bons no palco e a mistura reggae com MPB ainda explode o público. No último CD, lançado de forma independente, eles também brincam com o dub e o rock. Destaque para guitarrista japinha que é sensacional.

 

É isso.

 

*=* A caça que se apaixonou pelo caçador – El Efecto *=*

 



Escrito por Luluca às 00h26
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Tudo tem seu tempo. Tudo tem sua vontade própria.

 

Resolvi voltar a escrever no blog. Este pensamento já rondava a minha mente há um certo tempo. O engraçado é que faltava justamente tempo para escrever... estou na fase final da minha monografia (sobre samba, claro), com várias tarefas no estágio e, ainda por cima, tem minha paixão, a Re-vista! (www.re-vista.info)

 

Decidi escrever novamente, porque escrever acaba servindo como uma válvula de escape. Posso até me atrever a dizer que eu era uma pessoa mais tranqüila quando colocava em palavras (às vezes em imagens) o que sentia.

 

Admito que tive vontade de apagar todo este blog. Ele parecia meio desarrumado demais. Sem capricho. Depois percebi que foi reflexo dos momentos que passei. Desde o seu primeiro post, este espaço presenciou muitos altos e baixos. Mas, como disse a alguém muito importante uma vez “Apertar um botão delete não vai fazer com que todos aqueles fatos não tenham acontecido. E temos que aprender a conviver com isso”.

 

E nem acredito que minha última coisa escrita tem mais de um ano... O que aconteceu neste período? Muitas coisas:

 

:: Cresci como profissional, mas, mesmo assim, vou batalhar pelo meu mestrado. Aulas de cultura brasileira, lá vou eu!

:: Mas estou com medo de não conseguir nada, não trabalhar, etc...

:: Tive minha festa de formatura formal, com direito a vestido longo (indiano) e penteado (afro)

:: Ganhei novos amigos

:: Me afastei de outros

:: Achei que sofri de apaixonite. Mas na verdade, sofri de idealização excessiva do outro... Tenho que parar de racionalizar tudo. Mas não agora.. rsrsrsrs

:: Dei de cara com um passado (não tão enterrado, como imaginei) de quatro anos. Uma viagem ao túnel do tempo. Nenhuma mudança. Mesmo sofrimento. E sim, torço pra não mais encontrar este passado

:: Me apaixonei ainda mais pela minha Vila querida. E tive a enorme emoção de ser campeã. É bom amar e ser amado...

:: Adquiri um medo absurdo de avião

:: Voltei a cantar, apesar da banda ter dado um tempo (alguém aí quer ser guitarrista?)

;; Tive muitas neuras

:: Conheci a porcaria do Lost. Detesto gostar muito de coisas televisivas.

:: Compus sambas

:: Mutantes voltou, mas com a Zélioca (Zélia Duncan)

:: No dia de hoje, estou esperançosa. Lembro da frase “Tudo tem seu tempo. Tudo tem sua ocasião própria”. Será? Espero que sim!! Só na torcida...

 

*=* Noite Severina – Ney Matogrosso e PLP (a frase Absinto-me de ti, mas sempre vivo, é de uma poesia. Por que não escrevo assim? ) *=*

 



Escrito por Luluca às 00h36
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De volta ao Eu. Mas eu quem será?

Aqui estou novamente! Com um novo visual, pois aquele antigo já mão me agradava mais. Assim com o antigo template, estou deixando certas coisas "feias" da vida para trás. Recomeçar. Ser de novo. Estas são minhas palavras de ordem.



Escrito por Luluca às 20h18
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Take 1, caindo na real

"- E se vc me vir com outro homem?
 - Vou sentir ciúmes.
 - Então, vc ainda gosta de mim?
 - Claro q gosto. E não queria te magoar.
 - E pq vc está me magoando?
 - Pq sou egoísta. Acho que vou ser mais feliz com ela (...)
 - Eu tenho q ir embora.
 - E o q vc vai fazer? pra onde vc vai?
 - Vou desaparecer!"
 

E ainda dizem q filmes não se parecem com a vida real. Nunca me vi tão dentro de um filme como em "Closer". Nunca me vi tão distante....



Escrito por Luluca às 13h14
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2005

De volta ao batente!

Estou meio enjoada daqui, este canto td desconfigurado e horroroso. Mas isso vai mudar. Nos últimos dias, recebi tds os pesos do mundo nas costas. Estou mais leve. Agora sim, estou realmente livre. Pronta para ser feliz. Longe de invejas. Longe de pessoas q eu nunca pensei q não soubessem ver a felicidade alheia como um ganho. Pessoas negativas, q querem te levar pra baixo. Mas estou mt mt mt perto de pessoas felizes (q vão até me adotar!) e feliz por tanta felicidade ao meu redor...

Amo meus amigos. Toooooodos eles. Mesmo aqueles q nesse momento fazem de td pra não serem amados. Esses são os q mais precisam de bons pensamentos e amor. Mesmo q eu não esteja fisicamente por perto.

E Ruska, vc é especial.

*=* Come clooser - Jem *=*



Escrito por Luluca às 23h21
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Nada como férias...

:: Segunda à sorvetes, passeio na Lagoa e conversas muito importantes (Pablito, te adoro)

:: Terça à praia, água de coco com amigos, macarrão...

:: Quarta à última prova, almoço com amigos, conversas com a Tia Márcia, ENSAIO DA VILA ISABEL (samba, mt samba... foi ótimo sambar com as crianças)...

:: Quinta à dormir até tarde, cozinhar, visita da Cristine, sinuca + cervejinha gelada..

:: Sexta (provavelmente) à seminário sobre Jongo e dançar no Encontro de Jongueiros no Circo Voador.

 

Ô vidão! Só falta uma coisa... esquecer as preocupações (novas e antigas) de vez.

 

*=* De amor é bom — João Nogueira (semana q vem estou no show do Dioguinho com certeza) *=*

 



Escrito por Luluca às 22h34
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Tenho algumas declarações. 
::Eu não faço fotossíntese e me alimento direito, sim. 
::Adorei o fim de semana em Saqua. Não nada como pôr-do-sol em praias vazias.  
::Infelizmente, não consigo seguir o ritmo natty dread.  Não quero fazer ninguém sofrer. Não quero sofrer também. 
::A vida é cíclica. As minhas boas novidades esvaíram-se pelo ralo. 
::Pq fiquei doente no dia do teste do Oscar Wilde? Pq eu não tomo vergonha na cara? 
::O meu rádio já foi consertado. E falei pra mim mesma q colocaria a letra da primeira música q eu escutasse. 
::E a primeira música foi Fonte da Saudade (de Kleyton & Kleydir). Tem gente q acha brega, mas eu até q me divirto....  
Fonte da Saudade
Esse quarto é bem pequeno pra te suportar
Muito amor, muito veneno pra pouco lugar
O teu corpo é uma serpente a me provocar
E teu beijo a aguardente a me embriagar
Essa boca muito louca pode me matar
Se isso é coisa do demônio, eu quero pecar
Fecha a luz, apaga a porta, vem me carinhar
Diz aí pra minha tia que eu fui viajar
Diz que fui pra Nova York ou pra Bagdá
E que isso não é hora de telefonar
Eu já sei que qualquer dia tudo vai dançar
Mas a fonte da saudade nem o tempo vai secar

 

 



Escrito por Luluca às 18h44
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F*******

Acordei uma vontade bem grande de gritarr foda-se pra mt coisa:

* pra essas espinhas

* para os meus ovário q não funcionam como deveriam e me fazem passar mal constantemente

* para aquelkes q sabem q eu gostaria de mandar um f***** bem redondo na cara

* para tds estes trabalhos inúteis

* para a minha neura de magreza.

 

Então... FODA-SE!

 

Foda-se, por foda-se... depois de uns acontecimentos ao longo dessa semana e de uma conversa (sob efeitos de remédios) com um amigo lindo, tive um sonho engraçadíssimo. Lá estava eu, de frente para um alguém sem rosto definido, e falando muitas coisas sobre mim... Até q soltei:

 

“Olha, eu só posso te dizer q sou sincera. Sempre fui. Não sou fresca pra mt coisa. Gosto de certas confusões. De bagunça. De falar besteira. Fazer besteira. Zoar meus amigos... Mas não passo por cima do que me faz mal ou me deixa desconcertada. Eu não finjo pudores, mas tb não finjo não ter. Sou humana, porra.

 

Agora, eu sei q não sou extremamente sensual, daquelas mulheres q deixam os homens de queixo caído. Não desfilo, não faço caras e bocas. Não uso roupas mt curtas e decotadas. Mas sei q posso ser interessante qnd quero.Não domino a arte da sedução. Detesto joguinhos. Não sei bancar a difícil, se isso é o necessário pra ser levada a sério, coitada de mim. Se estou com vontade de fazer algo, demonstro. Retorno ligações, marco de sair... Isso é um problema, é? Mas tb posso garantir, qnd desmarco alguma coisa é pq eu realmente não posso ir. Não é por desinteresse ou pq quero bancar o tal papel de difícil. Não acredita, o problema é seu. Vc não quer? Deve ter quem queira.”

 

Só eu mesmo

 

* One way or another — Blondie *=*

 

 

 



Escrito por Luluca às 18h15
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Aviso

Quem leu o post abaixo e pensou q fosse uma carta por mim, errou. Na verdade foi escrita por mim, mas não em meu nome. Estou com um projeto literário sobre o impacto de cartas (bilhetes e afins) nas vidas das pessoas... é mais ou menos um livro. Já escrevi açgumas cartas, umas até que bem alegres, tá?

Só estou escrevendo isso para fazer uma aviso/pedido: se alguém lembrar de um caso envolvendo cartas, tiver uma carta escondida legal (ou algo assim), me conta!!! Vai ser bom pra ter mais idéias e tal....

Bem é isso... no próximo post: o q rolou no fim de semana (principalmente na minha freak friday)



Escrito por Luluca às 13h05
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Carta para você

           Essa não é mais uma de minhas cartas de amor desesperadas que você nem se dá ao trabalho de ler. Ainda não tenho certeza se irá se tornar uma carta de despedidas. Há tempos não consigo me encarar, aceitar a minha imperfeição. Olho para o espelho e não reconheço essa pessoa fraca, branca e esmaecida que surge em meu reflexo. Não vejo mais sorrisos. Todos sempre comentavam sobre meus sorrisos e hoje eles não estão mais aqui.

            É também no espelho que vejo a minha futilidade em toda a sua nudez. O meu rosto não é o mesmo que você conheceu. Agora possui marcas. Marcas que tento tirar de todas as formas, mas não consigo. E quanto mais elas se fixam em minha pele, mas entristeço. Às vezes, chego a rir de mim mesma... Como posso ficar triste por causa do lento desaparecimento de uma beleza que eu nem nunca tive?

Mas eu choro por medo. Medo de me tornar ainda mais solitária devido a essas falhas da minha estética. Já não te culpava por não me querer antes... Hoje, não me espantarei se você mal conseguir olhar em meus olhos sem se enojar com essa minha nova máscara. Talvez você seja o responsável por tudo isso: pelo crescimento de minha amargura, pelo meu silêncio, pela minha feiúra. Talvez seja por sua culpa a solidão que tanto temo. Você não me quis e ainda me transformou em algo que ninguém nunca vai querer por perto.

Não! Olha o que estou dizendo! A culpa é minha, só minha! Eu que sempre fui fraca e nunca tive coragem de me descobrir de verdade. Por isso, sempre procurava um “eu” em cada corpo estranho que se aproximava. Meu último eu foi você. Só quis ter e ser você pelo tempo necessário. Me abdiquei e você gostou disso, não foi? Pelo menos a princípio... Antes de eu me tornar só mais um algo sem alma, um brinquedo. Você cansou. Fugiu.

Eu continuei a tentar amar você, tentando me amar. Não adiantou muito. Me perdi ainda mais. Não pense que me abandonei assim, tão fácil. Tentei de tudo um pouco: religião, amigos, livros, filmes, bebidas, terapias, sexo... Nada me levou a lugar nenhum. Só não tentei novos amores por falta de oportunidade e porque sei que iria compará-los a você a todo instante. Por isso não tenho mais esperanças, nem força. De tanto me procurar, achei um buraco negro, sem fim. Dúvidas e dúvidas sem respostas.

Queria agora agradecer por tudo e nada que você e todos os outros me fizeram. Espero que se orgulhem do resultado. Mostrem a todos o exemplo patético que me transformei: “aquela menina que não sabia viver sozinha”. Engraçado, já escrevo sobre mim no passado. Será isso um sinal? Talvez... Não tenha remorsos por nada. Saiba que eu não teria coragem para nada disso sem a sua ajuda. Viu? Você realmente conseguiu me ajudar!

Antes de me despedir, só queria deixar um último pedido. Posso? Não repita o que você fez comigo com ninguém. Esse era um fardo só meu e que, de alguma forma, me fez ser diferente e única. Descubra-se também e evite estar com outro alguém sem alma. Não fique ao lado de uma pessoa tão fraca quanto eu só para você se sentir mais forte. Não queira ser potente através da dor, do sofrimento e da submissão do outro. Seja você por você.

Isso era tudo o que eu sempre quis dizer e não consegui. Digo isso para você ou para quem mais estiver lendo esses parágrafos. Mas o mais importante: digo isso tudo para mim. Consegui dizer...

 

Adeus,

 

            Eu

 



Escrito por Luluca às 23h08
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Fingir um final feliz

 

Quando disse no post passado q não entendo um pouco do vem acontecendo com relacionamentos a minha volta, não quis dizer Q NÃO ACREDITO EM RELACIONAMENTOS. Claro q acredito. Acho q eles podem dar certo sim. Também não digo que nunca vou querer um pra mim. Claro q quero, mas tem q ser algo bacana e que me faça bem. E não uma onda de stress, preocupações e dúvidas permanentes. Não quero isso de novo pra mim. Gostaria de algo balanceado, discreto, em q eu possa se eu. E q gostem de mim assim. Ponto.

 

Mas paremos de falar de mim. Parece q o post passado serviu pra algo... as pessoas começaram a se entender e a conseguir seu espaço na relação de volta. Eu sei q rolaram muitas conversas, encontros ao acaso, carinhos, beijinhos e citações do meu texto (a mais convencida... não dizem por aí q meu ego é o maior do mundo?). Fiquei feliz. De verdade. Tô preocupada com uma coisa: sensações ruins. Saudedades e pensamentos sobre o Biel... Será q algo aconteceu com meu irmãozinho?

 

Letrinha do fim de semana... Bandinha q não parei de ouvir: Garbage

 

 

You look so fine

 

You look so fine
I want to break your heart
And give you mine
You're taking me over

It's so insane
You've got me tethered and chained
I hear your name
And I'm falling over

I'm not like all the other girls
I can't take it like the other girls
I won't share it like the other girls
That you used to know


You look so fine
Knocked down
Cried out
Been down just to find out
I'm through
Bleeding for you

I'm open wide
I want to take you home
We'll waste some time
You're the only one for me

You look so fine
I'm like the desert tonight
Leave her behind
If you want to show me

I'm not like all the other girls
I won't take it like the other girls
I won't fake it like the other girls
That you used to know

You're taking me over
Over and over
I'm falling over
Over and over

You're taking me over
Drown in me one more time
Hide inside me tonight
Do what you want to do
Just pretend happy end
Let me know let it show


Ending with letting go

Let's pretend, happy end



Escrito por Luluca às 00h24
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